Esteja sempre presente. Transforme o fel em mel. Compartilhe somente o que é bom. Seja nada.

31 de agosto de 2007

Neve

Fui atraída a Orhan Pamuk pelo seu Prêmio Nobel... Mas não me convenceu como o também Nobel Yasunari Kawabata. Fui até um terço da história, mas decididamente, ele não me empolgou...

Aí, parti para um best seller, do jovem Markus Zusak. Até dá para entender o por quê de seu sucesso, pois ele é inovador em seu estilo de narrativa. Mas algo faltou de novo para me prender. Talvez por ser uma história mais infanto-juvenil? Não é só isso. Acho que muitas vezes ele é óbvio demais. Decidi novamente não prosseguir...

Yukio Mishima

Sempre li sobre ele, mas nunca tinha lido nada dele. Realmente, o texto dele é fenomenal. Mas, nessa história, algumas passagens importantes referentes ao caminho do protagonista em direção ao sansara, algumas explicações sobre o budismo e o hinduísmo estão fora de sintonia com minha fase de vida. Não estou mais nessa busca na fase em que ele se encontra. Decidi não prosseguir com a leitura, ao menos por ora. Busco algo além do que ele está buscando...

FILE 2007 SP

Nunca tinha visitado o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica. Que experiência única!.. Que show de criatividade aliada à tecnologia!
A instalação que mais me fascinou pode ser apreciada via Internet: Dreamlines .
"Dreamlines é uma experiência visual interativa não linear. O usuário digita palavras que definem o tema de um sonho que ele gostaria de sonhar. O sistema procura na Web imagens relacionadas a essas palavras e as capta como input para gerar uma pintura ambígua, em mudanças perpétuas, onde os elementos se fundem entre eles, num processo análogo à memória e à associação livre."
"Dreamlines is a non-linear, interactive visual experience. The user enters one or more words that define the subject of a dream he would like to dream. The system looks in the Web for images related to those words, and takes them as input to generate an ambiguous painting, in perpetual change, where elements fuse into one another, in a process analogous to memory and free association."
Entrei com "rosa". Vejam o que foi sendo criado:
E para "gato":

23 de agosto de 2007

Haiku 俳句 Haicai

朝顔に 釣瓶取られて貰い水
Asagaoni
tsurube torarete
moraimizu

千代女 Chiyojo(1703-75)

[With the well bucket
taken over by morning glories,
I go begging for water.]

[Trepadeira em flor
No balde do poço
Busco a água em outro lugar]

A tradução para o inglês, encontrei na net. Minha tradução para o português, ainda está em maturação... nunca traduzi poesia...
Obrigada ao George Narita por falarmos sobre a beleza dessa arte muito japonesa, zen.
Para conhecer, vá para Caixa de Haikai

22 de agosto de 2007

"Fiz a minha parte"

21 de agosto | 21h | SÉRIE TÊMPERA - Homenagem - 70 anos do Maestro Ronaldo Bologna - Sala São Paulo

Claude Debussy: La plus que lente 5’

Villa-Lobos: Bachianas nº 2 - 22'

Prelúdio-canto do capadócio, Ária-canto da nossa terra,

Dança-lembrança do sertão, toccata-o trenzinho caipira

Camargo Guarnieri: Concerto para piano e orquestra nº 2 - 23'

Decidido, Afetuoso-scherzando, Vivo Max Barros - Piano

Carlos Moreno - Regente

Intervalo

Johannes Brahms: Sinfonia nº 4 - 45’

Ronaldo Bologna - Regente

Bem, para dizer a verdade, o que mais me agradou nessa noite não foi algum brasileiro. Foi o Debussy mesmo... No mais, algo que reparei: o músico após mandar um bom sólo com seu saxofone tenor, nas Bachianas, deu uma relaxada de alívio soltando seus ombros. Deve ter tido a sensação de "Fiz a minha parte"!..

É como o personagem "Doc" de "A conquista da honra" dirigido pelo Eastwood. Todos os soldados tinham que fazer muita coisa durante aquela batalha. Ele, o enfermeiro, não dava conta de tudo o que tinha que fazer, mas fazia o que podia. Fazia a sua parte...


28 de julho de 2007

Apocalypto

Medo todos temos. Mas uns o enfrentam.
Vamos em frente, movidos pela paixão, movidos pela determinação, movidos pelo objetivo, movidos pelo amor.

25 de julho de 2007

Vivendo fora do seu habitat 2


Continuei refletindo sobre a questão daquele ou daquilo que vive fora de seu habitat original. Desde que se cuide ou seja cuidado adequadamente, creio que é possível, sim, fazer valer todo o DNA que se carrega.

Aquela árvore cerejeira de nosso quintal floriu bem mais do que no ano passado. Consegui fazer essa foto, do jeito como eu desejava: em close up.

7 de julho de 2007

SUGIZO Synchronicity



Gostei desse violino.

5 de julho de 2007

O Encontro do Oceano com a Terra

Ornulf Opdahl - 60 aquarelas do artista plástico norueguês.
"De terra firme ou a bordo de seu barco, em viagens pela costa, Opdahl aprecia e esboça o que posteriormente se transformará em pinceladas em seu ateliê. Suas obras buscam, em sua maioria, o ingrediente dramático do choque entre terra e mar, o brutal, tempestades, névoas cheias de mar, neve e raios solares atingindo as cordilheiras, contrastando com a representação romântica de épocas anteriores."

Caixa Cultural - Galeria da Paulista Av. Paulista, 2.083 (Conjunto Nacional), tel. (11) 3321-4400. Ter. a sáb., 9h/21h; dom., 10h/21h.(de 04/07/07, às 19h30, a 05/08/07).

É uma expressão forte como raramente vi em aquarela. Encontrei na web alguns trabalhos em óleo.















30 de junho de 2007

Vivendo fora do seu habitat

Ano passado foi a primeira vez. Ontem, a cerejeira (sakurá) que temos no quintal, que foi plantada pela minha mãe há uns quatro anos, floriu novamente. São somente alguns singelos brotos, numa árvore que até que tem um bom tamanho. Mas, como está num ambiente completamente diferente de seu habitat original, ou seja, o Japão, ela não consegue muita coisa, mas consegue!... Vê-la dá até emoção.
Ano passado estive com minhas amigas no Parque do Carmo, onde fomos visitar o festival das Cerejeiras. Lá elas são devidamente tratadas e lindas!.. Ocorreu-me agora que aquela parte do parque seria como um "zoológico" de árvore!.. Como um pingüim num zoológico brasileiro.
Como será que os japoneses, e também tantos outros povos de diferentes etnias, com suas fisiologias próprias, costumes próprios, que vieram de um habitat bem distinto deste, estão existindo, em termos bio-psíquicos??

Veja fotos muito especiais no site de Frantsek Staud, com o sakurá do Japão, a maioria de Kyoto.
Aqui estão algumas que mais gostei:
A primeira, gosto da cor. A noturna é da famosa árvore do Parque Maruyama, de Kyoto. Vivi sob ela um de meus momentos de ponto de mutação mais importantes. Inesquecível. A última, gosto pois está em close up, o estilo que mais me toca.