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1 de março de 2010

Em Lima

Pedira a ele uma omelete. Enquanto ele a prepararia, fui pegar um pão. Quando voltei, ele estava preparando uma. Deitou o ovo batido. Acrescentou a cebola, o tomate, o fungui. E o presunto. Eu tinha pedido para não colocar o presunto. Ah, não deve ser meu. Mas aí ele olhou para mim: “Ah, era sin ham!..”. “Tudo bem, não tem problema”, comentei eu, pois já havia outros hóspedes esperando pelos seus. Ele dobrou a omelete e fez que iria descartá-lo. Reforcei que estava bem. Ele me pediu para esperar que a entregassem na minha mesa. “Está bem.” Fui para lá e comecei a me servir. Logo veio minha omelete. Ao cortá-la, percebi que não havia presunto. Surpresa e feliz, virei-me para ele, lá longe. Ele olhou para mim de soslaio. Decerto, esperava que o visse. Com minhas mãos e cabeça, disse que não precisava ter feito aquilo. Ele lançou um sorriso tímido, mas satisfeito. Agradeci, baixando minha cabeça.

Fiquei feliz. Comecei bem o dia. Aquele sorriso gostoso me encantara. Ele fez aquilo por que estávamos num hotel cinco estrelas, num país de terceiro mundo? Ou por que ele é um trabalhador simples e correto? Ou simplesmente por que ele é uma boa pessoa? Ou mais simplesmente por que era o que se esperava que ele fizesse??... Não importava. Ficáramos ambos felizes, certamente.

Na manhã seguinte torci para que ele estivesse de novo no mesmo posto. Sim! “Por favor, lo mismo de ayer!” Com um sorrisinho, reforcei que era sem presunto. Fui pegar o pão. Voltei e ele estava prepararando dois. Para um deles, ele levou a colher com presunto, mas olhou para mim furtivamente, e parou. Com um sorriso no canto de seus lábios prosseguiu seu labor. “Muchas gracias!”, disse eu muito feliz, e me fui com minha omelete.

Lá fora, chegou a van que me levaria ao aeroporto. Pontualmente estávamos eu e uma argentina. Mas um terceiro hóspede não chegava. Vinte minutos depois, comentaram que ele “Ya vién”, pois “estava comprando algo pessoal” (!!). Não façam isso comigo! Detesto que me façam esperar por motivo idiota. Felizmente disseram que era para partirmos sem ele. Mas, logo no primeiro quarteirão, pediram para voltar, para capturar o retardatário. “Perdón!” disse ele sem o menor constrangimento. Ambas nos olhamos incrédulas e nos mantivemos caladas.

Que decepção! O mesmo local abrigando pessoas tão diferentes... Bem, mas nem soubemos de onde é aquele infeliz.

28 de junho de 2009

Musashi


O grande samurai Musashi é, para muitos homens japoneses, um ideal a buscar e, para as mulheres, o ideal do companheiro, pelo menos no Japão até há alguns anos. Só não sei como é isso hoje... Foi um "ronin", ou seja, um guerreiro sem o senhor a quem servir, que tinha uma habilidade guerreira inata mas que, com treinamento filosófico baseado na meditação, evoluiu para um ser de grandes percepções e capacidades.

Temos a expectativa de que nosso Musashi, o cão, cresça forte, com grandes habilidades e percepções caninas!



Dokudo - O caminho da Auto-confiança: lista de preceitos de Musashi

  1. Eu nunca ajo contrário à moralidade tradicional.
  2. Eu não sou parcial com nada e nem com ninguém.
  3. Eu nunca tento arrebatar um momento de sossego.
  4. Eu penso humildemente de mim e grandemente para o público.
  5. Sou inteiramente livre de ganância em toda minha vida.
  6. Eu nunca lamento o que já fiz.
  7. Eu nunca invejo a boa sorte dos outros, mesmo estando com má sorte.
  8. Eu nunca aflijo-me por qualquer um, qualquer coisa ou qualquer tempo.
  9. Eu nunca censuro ninguém, ou me censuro para alguém.
  10. Eu nunca sonho em apaixonar-me por uma mulher.
  11. Gostar e não gostar de algo, é um sentimento que não tenho.
  12. Qualquer que seja a minha moradia, eu não tenho nenhuma objeção à ela.
  13. Eu nunca desejo um alimento saboroso.
  14. Eu nunca tenho objetos antigos ou curiosos em meu poder.
  15. Eu nunca faço purificação ou obstinência para proteger-me do mal.
  16. Eu não tenho apreço por nenhum objeto, exceto espadas e outras armas.
  17. Eu nunca daria minha vida por uma causa injusta.
  18. Eu nunca desejo possuir bens que tornem minha velhice confortável.
  19. Eu adoro deuses e budas, mas nunca penso em depender deles.
  20. Eu prefiro me matar a desonrar meu bom nome.
  21. Nunca, nem por um momento sequer, meu coração e minha alma desviaram-se do caminho da espada.

12 de maio de 1645 - Shinmen Musashi (tradução que apareceu no Japanese Sword Society/US newsletter. A tradução em inglês foi feita em 1965 pelo professor Giichiro Ikeda.)

A foto acima é da série realizada pela NHK na década de 80, que é a que mais apreciei.

Leia o livro imperdível (dois volumes). Capa ao lado: volume I.

14 de abril de 2008

Prof Sylvio Le Sueur












Finalmente conheci pessoalmente este que me ensinou tanto e me transformou para sempre. O que aprendi com ele não é só para ensinar melhor. É para ser uma pessoa melhor, total!
Clique na foto para ver todas as fotos desse final de semana onde continuei aprendendo ainda mais. Para saber mais sobre os cursos dele, entre no site: Le Sueur - Consultoria e Cursos a Distância EaD