2 de março de 2010
28 de junho de 2009
Musashi

O grande samurai Musashi é, para muitos homens japoneses, um ideal a buscar e, para as mulheres, o ideal do companheiro, pelo menos no Japão até há alguns anos. Só não sei como é isso hoje... Foi um "ronin", ou seja, um guerreiro sem o senhor a quem servir, que tinha uma habilidade guerreira inata mas que, com treinamento filosófico baseado na meditação, evoluiu para um ser de grandes percepções e capacidades.
- Eu nunca ajo contrário à moralidade tradicional.
- Eu não sou parcial com nada e nem com ninguém.
- Eu nunca tento arrebatar um momento de sossego.
- Eu penso humildemente de mim e grandemente para o público.
- Sou inteiramente livre de ganância em toda minha vida.
- Eu nunca lamento o que já fiz.
- Eu nunca invejo a boa sorte dos outros, mesmo estando com má sorte.
- Eu nunca aflijo-me por qualquer um, qualquer coisa ou qualquer tempo.
- Eu nunca censuro ninguém, ou me censuro para alguém.
- Eu nunca sonho em apaixonar-me por uma mulher.
- Gostar e não gostar de algo, é um sentimento que não tenho.
- Qualquer que seja a minha moradia, eu não tenho nenhuma objeção à ela.
- Eu nunca desejo um alimento saboroso.
- Eu nunca tenho objetos antigos ou curiosos em meu poder.
- Eu nunca faço purificação ou obstinência para proteger-me do mal.
- Eu não tenho apreço por nenhum objeto, exceto espadas e outras armas.
- Eu nunca daria minha vida por uma causa injusta.
- Eu nunca desejo possuir bens que tornem minha velhice confortável.
- Eu adoro deuses e budas, mas nunca penso em depender deles.

- Eu prefiro me matar a desonrar meu bom nome.
- Nunca, nem por um momento sequer, meu coração e minha alma desviaram-se do caminho da espada.
21 de junho de 2008
Os japoneses
Já essa obra, da Célia Sakurai, historiadora nissei brasileira, me explicou muito bem a história social dos japoneses. Acabei de ler essa semana. Certamente ajudou-me a compreender muita coisa sobre a sociedade japonesa e sobre nós, nikkeis. Todos nós deveríamos ler. Interessei-me por ler esse livro pois gostei das colocações, ainda que tão curtas devido ao tempo disponível, que ela fez durante o Simpósio Internacional "Presença japonesa na América Latina" ocorrido no Memorial da América Latina em maio.
The dignity of the nation - 国家の品格, Kokka no Hinkaku
A dignidade da nação (edição bilíngue jap/ing)
É um livro best seller no Japão, do ensaísta e matemático Masahiko Fujiwara. Resolvi pedir para um amigo me trazer do Japão pois meu pai leu a versão original, em japonês, e quis muito que alguém mais lesse. O autor é contra o movimento de globalização e a ocidentalização do Japão, o que ele considera como causa para uma futura ruína do país. Ele é favor do resgate dos antigos valores como o do Bushido, que regeu os samurais. Já faz uns meses que li, e tenho refletido a respeito. Até concordo com muitas coisas que ele argumenta, mas seu texto me pareceu mais uma conversa de botequim, ou seja, pouco baseado em estudos e pesquisas e muito baseado em sua própria opinião. Talvez, justamente por ser um texto fácil, tenha caído no gosto dos saudosistas japoneses.
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2 de dezembro de 2007
Menino sorrisos na Saraiva!

O último "lançamento" (rsrs) foi na nova loja Saraiva Megastore do Shopping Paulista. Eu, que adoro livros, livrarias e afins, gostei muito foi do lugar na vitrine em que nosso livrinho ficou, ao menos ontem, um sábado de dezembro! Vejam só perto de "quem" ficou! Vejam também a estante!
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24 de outubro de 2007
Menino Sorrisos em SP - com muita sintonia !
Mais uma vez gostaria de pedir para que me ajude a fazer este livrinho chegar na mão do máximo de crianças possível! E adultos também!
E veja que coisa muito incrível: a Cláudia foi entrevistada há uns 3 anos por um jornalista que tinha lábio leporino e que lhe contou sobre alguns fatos de sua vida na época em que foi operado. Foi assim que ela teve a inspiração e escreveu a estória desse livro.
Muito tempo se passou até concebermos de fato o livro e conseguirmos uma editora. Finalmente ele ficou pronto. Durante todo esse tempo, a Cláudia ficou procurando esse jornalista, mas sem êxito.
Lá em Bauru, no pré-lançamento, ficamos sabendo que ele foi paciente deles e pedimos ajuda para localizá-lo. Nada...
No dia 22 ele escreveu para o site dela contando que o irmão ficou sabendo do livro e que tinha achado muita coincidência que o livro estivesse dedicado a alguém com o mesmo nome do irmão. E contou que estava muito feliz pela notícia e que, apesar de trabalhar aos sábados, conseguiu folga para ir ao lançamento. Detalhe: o aniversário dele é no sábado!
No dia 27 muitas pessoas especiais estarão lá!
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12 de outubro de 2007
Nosso livro!
Obrigada ao Centrinho pela recepção tão calorosa.
Gostaríamos de contar com a colaboração de todos nossos amigos para que esse livrinho chegue nas mãos de muitas crianças! Entrem no site da THOT!
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14 de setembro de 2007
Banana Yoshimoto - Kitchen
Alguns dias depois de "sair" das palavras do Kawabata, resolvi explorar essa autora japonesa contemporânea de grande sucesso mundial. Pulei para os dias atuais, meio desconfiada.
Que lindo!!! Fiquei com um gostinho de "quero mais"!..
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Yasunari Kawabata - "O país das neves"

De volta a ele. "雪国". Quem sou eu para para descrever essa obra?... Ele nos traz, com toda a sensibilidade, os meandros dos nossos sentimentos. Depois de terminar de lê-lo, ainda fiquei vários dias dentro das palavras dele.
"Obra máxima de Kawabata, O País das Neves é considerada um marco da literatura intimista e neo-sensorialista que deu destaque mundial ao Prêmio Nobel de 1968.
A primeira versão desta obra foi publicada originalmente em 1937, mas foi apenas dez anos depois, já influenciado pelos acontecimentos da Segunda Guerra, que o escritor japonês terminou a versão final deste romance sobre o amor espontâneo e sem nenhuma esperança de retribuição." (http://www.estacaoliberdade.com.br/releases/neves.htm)
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31 de agosto de 2007
Neve
Fui atraída a Orhan Pamuk pelo seu Prêmio Nobel... Mas não me convenceu como o também Nobel Yasunari Kawabata. Fui até um terço da história, mas decididamente, ele não me empolgou...
Aí, parti para um best seller, do jovem Markus Zusak.
Até dá para entender o por quê de seu sucesso, pois ele é inovador em seu estilo de narrativa. Mas algo faltou de novo para me prender. Talvez por ser uma história mais infanto-juvenil? Não é só isso. Acho que muitas vezes ele é óbvio demais. Decidi novamente não prosseguir...
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Yukio Mishima
Sempre li sobre ele, mas nunca tinha lido nada dele. Realmente, o texto dele é fenomenal. Mas, nessa história, algumas passagens importantes referentes ao caminho do protagonista em direção ao sansara, algumas explicações sobre o budismo e o hinduísmo estão fora de sintonia com minha fase de vida. Não estou mais nessa busca na fase em que ele se encontra. Decidi não prosseguir com a leitura, ao menos por ora. Busco algo além do que ele está buscando...
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31 de maio de 2007
30 de maio de 2007
A gente japonesa
Dia 29 de maio
Comecei a ler outro de Jun´ichiro Tanizaki: As irmãs Makioka (Sasameyuki 細雪). Meu desejo é observar as estruturas familiares do Japão ao longo de sua história. Achava eu que, tendo crescido numa família de origem japonesa, e tendo vivido no Japão por dois anos, já conhecia bastante sobre os costumes que vemos até hoje em nossas famílias. Mas lendo "Lendas de Murasaki" que mostrou-me como as famílias se organizavam no século 10, e "Xogun" que mostrou-me o século 16, compreendi inúmeras nuances e detalhes que até hoje existem nas estruturas familiares japonesas. As regras sociais que norteiam os casamentos, a vida do homem, a vida da mulher e tantas outras coisas, evoluíram de diversas formas em cada civilização. Está sendo muito interessante ter acabado de ler "O livreiro de Cabul" e agora ter contato com o Japão nas primeiras décadas do século 20. Já estou considerando de forma diferente as coisas de minha própria família.
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Comunicações indiretas
Qual é a motivação que existe para aquele que escreve um diário, onde conta todos sentimentos, os mais íntimos? Será que existe a vontade íntima de ser lido por alguém, especificamente por quem a pessoa nutre aqueles sentimentos íntimos difíceis de serem abordados pessoal e abertamente? E, se não houver a mínima possibilidade de alguém encontrar a chave para poder ler o diário, ainda assim a pessoa o escreveria?
Aos japoneses não é de bom tom expressar idéias de forma muito direta. As comunicações são indiretas.
Meu pai não escreve diário, pelo menos que eu saiba. Mas ele coloca coisas sobre um móvel, perto do qual ele sabe que eu passo. Um livro, um pedaço de papel com algo escrito por alguns de meus irmãos ou por ele mesmo, anotações sobre sua pressão sangüínea, ou qualquer coisa mais prosaica como uma propaganda. Geralmente acabo vendo, claro. Mas não faço ou não falo nada, a não ser que ele comente.
Eu não faço isso com ele, ao menos conscientemente. Mas ele vê coisas que estão sobre minha escrivaninha ou outro lugar, por onde ele passa. Interpreta que deve fazer ou falar algo a respeito apesar de, geralmente, não haver nada a ser feito ou dito.
Muito de nossa comunicação é assim...
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